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Atualizado em
14/08/2026

A Tabela TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é o dicionário oficial de códigos criado e mantido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para padronizar nomes e códigos de procedimentos, exames, materiais, medicamentos e demais itens usados na saúde suplementar brasileira. Cada procedimento ou item recebe um código próprio, o que permite que operadoras de planos de saúde e prestadores — hospitais, clínicas, laboratórios e consultórios — usem a mesma referência ao registrar e faturar um atendimento.
Um ponto que gera dúvida com frequência: o paciente não precisa conhecer nem informar o código TUSS. A padronização existe para a comunicação entre prestadores e operadoras, e o estabelecimento de saúde não pode exigir esse código do beneficiário para realizar consultas, exames ou internações.
A TUSS é um dos componentes do Padrão TISS (Troca de Informação de Saúde Suplementar), o conjunto de regras que rege a comunicação eletrônica entre prestadores e operadoras. Enquanto o TISS define o formato dessa troca — layout de guias, protocolos de envio, regras de transmissão —, a TUSS fornece o vocabulário: os códigos e descrições padronizados que preenchem essas guias.
Na prática, quando uma clínica fatura uma consulta ou um exame para uma operadora, ela informa o código TUSS correspondente em vez de descrever o procedimento com suas próprias palavras. Isso reduz ambiguidade, agiliza a análise por parte da operadora e diminui a chance de glosa por divergência de nomenclatura.
A TUSS não é uma tabela única, e sim um conjunto de tabelas numeradas, cada uma cobrindo uma categoria de itens. As principais são:
• Tabela 18 — Terminologia de diárias, taxas e gases medicinais
• Tabela 19 — Terminologia de materiais, órteses, próteses e materiais especiais (OPME), com mais de 1,3 milhão de registros de materiais e dispositivos
• Tabela 22 — Procedimentos e eventos em saúde, reunindo quase 6 mil procedimentos da área da saúde
• Tabelas de medicamentos e de procedimentos odontológicos, estes últimos com base na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Odontológicos (CBHPO)
Os procedimentos médicos da Tabela 22 têm como referência técnica a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), elaborada pela Associação Médica Brasileira (AMB). Mas atenção a um detalhe importante:** a TUSS não define valores de honorários — apenas nomeia e codifica. Quem trata de parâmetros de remuneração é a própria CBHPM.**
Se a dúvida é encontrar a versão mais atualizada da Tabela TUSS, vale conhecer uma mudança recente: a ANS substituiu a consulta estática anterior por uma plataforma baseada em Open Concept Lab (OCL), de código aberto, que permite localizar qualquer código TUSS diretamente no site oficial. Além da consulta on-line, os dados também passaram a estar disponíveis em Excel, CSV, JSON e via API — o que facilita tanto a consulta manual quanto a integração automática com sistemas de gestão de clínicas e hospitais.
Isso significa que a forma mais confiável de garantir que você está usando a tabela vigente é consultar essa ferramenta oficial diretamente, em vez de arquivos PDF avulsos encontrados em buscas, que podem estar desatualizados.
• Acesse a ferramenta oficial de consulta da ANS (plataforma Open Concept Lab).
• Selecione a tabela numerada correspondente ao tipo de item procurado — 18 para diárias e taxas, 19 para OPME, 22 para procedimentos.
• Use o campo de busca pelo nome do procedimento ou pelo código, se já souber qual é.
• Confira a descrição completa do item antes de utilizá-lo em uma guia de faturamento.
• Para uso recorrente ou integração a sistemas de gestão, considere exportar em Excel/CSV ou consumir via API, o que garante atualização automática.
É comum confundir os dois termos porque eles andam sempre juntos. O TISS é o padrão de comunicação eletrônica entre prestadores e operadoras — regula como e em que formato as informações devem ser trocadas. A TUSS é o componente de nomenclatura dentro desse padrão — os códigos e descrições que preenchem essas guias. Resumindo: o TISS define como enviar a informação; a TUSS define o que cada código dentro dela significa.
Três siglas costumam gerar dúvida entre profissionais e gestores de clínica:
• TUSS: dicionário de nomenclatura e codificação. Não define preços nem cobertura assistencial.
• CBHPM: tabela de referência para cálculo de honorários médicos, elaborada pela AMB. Boa parte dos procedimentos da Tabela 22 usa descrição equivalente à da CBHPM, mas com numeração própria.
• Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde: lista da ANS que define a cobertura assistencial mínima obrigatória dos planos de saúde.
Entender essa distinção evita um erro comum: um item pode ter código TUSS para fins de padronização administrativa sem necessariamente constar no Rol e ter cobertura obrigatória pelo plano — são instrumentos com finalidades diferentes.
Sim. A adoção da TUSS é obrigatória para prestadores e operadoras que atuam na saúde suplementar, dentro das normas da ANS que instituíram e atualizaram o Padrão TISS ao longo dos anos. O uso incorreto ou a não adoção do padrão pode gerar glosas recorrentes e, em casos de descumprimento das obrigações de comunicação eletrônica, sujeitar a instituição a penalidades administrativas da agência.
Mesmo quando a codificação fica a cargo do setor administrativo, entender a lógica da TUSS ajuda o médico a:
• Reduzir glosas evitáveis, já que erros de codificação estão entre as causas mais comuns de recusa de pagamento por operadoras.
• Conversar com mais clareza com o setor financeiro e com a auditoria de contas médicas.
• Planejar a abertura ou a gestão de um consultório com mais segurança sobre como o faturamento por convênio realmente funciona — um conhecimento pouco aprofundado durante a graduação.
É o dicionário oficial de códigos da ANS que padroniza nomes e códigos de procedimentos, exames, materiais e medicamentos usados na comunicação entre prestadores de saúde e operadoras de planos.
Ela padroniza a linguagem usada no faturamento de consultas, exames e procedimentos entre clínicas, hospitais e operadoras, reduzindo erros de comunicação e glosas.
O TISS é o padrão que define como as informações devem ser trocadas eletronicamente entre prestadores e operadoras. A TUSS é o conjunto de códigos e nomenclaturas usado dentro desse padrão.
Não. O CID (Classificação Internacional de Doenças) identifica diagnósticos e doenças. A TUSS identifica procedimentos, materiais e demais itens assistenciais — são classificações com finalidades diferentes.
A versão vigente está disponível na ferramenta oficial da ANS, baseada na plataforma Open Concept Lab, que também oferece exportação em Excel, CSV, JSON e acesso via API — a forma mais confiável de garantir que a tabela usada está atualizada.
Sim, para prestadores e operadoras que atuam na saúde suplementar, conforme as normas da ANS que regulam o Padrão TISS.
Diretamente na ferramenta oficial de consulta da ANS, buscando pelo nome do procedimento ou pela tabela numerada correspondente ao tipo de item.
É a tabela que reúne os procedimentos e eventos em saúde, com quase 6 mil itens, tendo como referência técnica a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM).
É a tabela que reúne materiais, órteses, próteses e materiais especiais, com mais de 1,3 milhão de registros de materiais e dispositivos usados na assistência à saúde.