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Atualizado em
14/08/2026

A TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é o dicionário de códigos que padroniza procedimentos, exames e materiais na saúde suplementar. O TISS (Troca de Informação de Saúde Suplementar) é o padrão que define como essa informação circula entre prestador e operadora — a guia eletrônica que carrega os códigos da TUSS dentro dela. Escrever um código TUSS errado na guia é, na prática, trabalhar sem receber: a operadora simplesmente não reconhece o procedimento e nega o pagamento.
Os códigos de procedimentos da Tabela 22 seguem uma lógica que vale a pena memorizar, porque ajuda a identificar rapidamente o tipo de item mesmo sem consultar a tabela:
• Códigos iniciados em 1: consultas e atendimentos — o código-base da consulta em consultório, no horário normal, é o 10101012.
• Códigos iniciados em 2: procedimentos clínicos e ambulatoriais.
• Códigos iniciados em 3: procedimentos cirúrgicos e invasivos.
• Códigos iniciados em 4: exames laboratoriais e de imagem (SADT — Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico). O código 40301150, por exemplo, corresponde ao exame de ácido úrico.
Essa lógica não substitui a consulta oficial — sempre vale conferir a descrição completa antes de faturar —, mas ajuda a reconhecer, de cabeça, se um código faz sentido para o tipo de atendimento realizado.
• O paciente é atendido, e os dados do beneficiário e da operadora são coletados (número da carteirinha, plano, elegibilidade).
• O atendimento é registrado com o código TUSS correto do procedimento, exame ou consulta realizado.
• Se o procedimento exigir autorização prévia da operadora, essa autorização precisa constar na guia — faturar sem ela é uma das causas mais comuns de glosa.
• Materiais e medicamentos utilizados são lançados com seus próprios códigos TUSS (Tabela 19, para OPME, ou Tabela 20, para medicamentos).
• A guia TISS é fechada com os valores totalizados e enviada eletronicamente à operadora.
• O pagamento é acompanhado até a confirmação — e qualquer glosa recebida deve ser analisada e, se cabível, contestada dentro do prazo contratual.
A glosa é a recusa, total ou parcial, do pagamento por parte da operadora — geralmente causada por erro de digitação, código desatualizado ou falta de autorização. Ela é o principal motivo pelo qual entender a TUSS corretamente tem impacto financeiro direto e imediato: cada código errado é, na prática, um risco de não receber pelo que foi feito.
Sim. A Resolução Normativa nº 501/2022 da ANS estabelece o Padrão TISS como obrigatório para a troca de informações entre prestadores e operadoras na saúde suplementar, o que inclui o uso dos códigos da TUSS. Isso vale tanto para quem atende como pessoa física quanto para clínicas e consultórios constituídos como empresa.
• Faturar sem verificar se o procedimento exigia autorização prévia da operadora
• Usar um código TUSS desatualizado, copiado de uma planilha antiga
• Não diferenciar o código de consulta em consultório do código de consulta em pronto-socorro
• Deixar de registrar prontuário e justificativa clínica que sustentem o procedimento cobrado, o que fragiliza qualquer recurso de glosa
• Assumir que um código TUSS existir significa que o plano é obrigado a cobrir o procedimento — quem define isso é o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, não a TUSS.
• Consulte sempre a tabela oficial. Use a plataforma da ANS (Sistema de Gestão de Terminologias), nunca uma planilha salva de anos atrás.
• Memorize os códigos que você mais vai usar. Para a maioria das especialidades clínicas, isso significa poucos códigos de consulta e de procedimentos ambulatoriais mais comuns.
• Entenda a diferença entre TUSS e Rol de Procedimentos. Um código existir não garante cobertura — confirme sempre junto à operadora em casos de dúvida.
• Se for abrir consultório próprio, invista em um sistema de gestão. Softwares que integram automaticamente as tabelas TUSS reduzem drasticamente o risco de faturar com código desatualizado.
• Trate glosas como parte da rotina, não como exceção. Ter um processo simples de conferência e contestação evita que pequenos erros se acumulem em prejuízo real.
Registrando o atendimento com o código TUSS correto, confirmando autorização prévia quando necessária, lançando materiais e medicamentos usados e enviando a guia TISS completa à operadora dentro do prazo.
É o processo de transformar um atendimento realizado em cobrança formal junto à operadora de plano de saúde, usando os códigos padronizados da TUSS dentro das guias do Padrão TISS.
É o código correspondente ao exame de ácido úrico (pesquisa e/ou dosagem), parte da Tabela 22 de procedimentos e eventos em saúde.
Sim. A Resolução Normativa nº 501/2022 da ANS torna o Padrão TISS — e, dentro dele, os códigos da TUSS — obrigatório para prestadores e operadoras da saúde suplementar.
Faturar sem autorização prévia quando ela é exigida, usar código TUSS desatualizado, deixar a guia incompleta e não manter o prontuário alinhado ao que foi cobrado — essas são as causas mais frequentes de glosa.